terça-feira, 16 de dezembro de 2008
LIVRARIA SHALOM
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Natal da Obra Shalom!

Sábado dia 20 de dezembro estaremos comemorando o nosso Natal e contamos com a sua presença. Teremos para o início, a Santa Missa presidida pelo o Pe Gleilson as 20h no Centro de Envangelização,na Rua Firmino Rosa, 801 Centro, com muita música e uma peça chamada alto do natal e logo depois uma confraternização.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
As três maiores mentiras do mundo
O diabo é o criador das três maiores mentiras do mundo. Ele é o pai da mentira (Jo 8,44). Ele é o mestre na arte do engano (Gn 3,13; Ap 20,10).
A missão do diabo é matar, roubar e destruir (Jô 10,10; 1 Pd 5,7.8).
“É mais fácil as grandes massas do povo se tornarem vítimas de uma grande mentira do que de uma mentira pequena” disse o ditador alemão nazista Adolf Hitler (1889-1945).
O político e revolucionário comunista russo Vladimir Lênin (1870-1924), afirmou: “Uma mentira repetida com suficiente freqüência torna-se verdade”.
O diabo é o auto de todo engodo, fábulas, superstições, crendices e heresias. Ele é o mentor das grandes ideologias e pensamentos filosóficos contrários às doutrinas cristãs.
Graças a Deus, que somos bem informados dessas falácias diabólicas.
Escreve São Pedro Apóstolo: “Com efeito, não foi seguindo fábulas sutis, mas por termos sido testemunhas oculares da sua majestade, que vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Pd 1,16). Também nos ensina São Paulo Apóstolo: “Tomai cuidado para que ninguém vos escravize por vãs e enganosas especulações da “filosofia”, segundo a tradição dos homens, segundo os elementos do mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2,8).
A grande mística e Doutora da Igreja Santa Teresa de A’vila dizia: “Terríveis são os ardis e manhas do demônio, para que as almas não se conheçam, não progridam, nem entendam o caminho a seguir”.
Realmente, toda obra do diabo é para desviar o ser humano do seu conhecimento como imagem e semelhança de Deus e do caminho da verdade que é Cristo, Senhor nosso.
Vejamos as Mentiras:
1º Deus não existe. “Diz o insensato em seu coração: “Deus não existe!” Suas ações são corrompida e abomináveis: não há um que faça o bem (Sl 14,11).
O ateísta, materialista e marxista alemão Ludwig Feuerback (1804-1872), disse: “Não foi Deus que criou o homem; ao contrário, foi o homem que criou Deus”.
O naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882), autor da teoria da evolução, disse: que tudo que existe é obra de um processo evolutivo.
Falando sobre cientistas que acreditam que o Universo e a vida nele resultam dum planejamento inteligente, uma resenha no mais importante jornal do mundo o The New York Time comentou: “Eles têm doutorado e ocupam cargos importantes em algumas das universidades de maior prestígio. Seus argumentos contra o darwinismo não se baseiam na autoridade das Escrituras Sagradas; antes, baseiam-se em argumentos científicos”.
Vários cientistas concluíram que as evidências a favor da evolução são demasiadamente fracas e contraditórias. O engenheiro aeroespacial Luther D. Sutherland escreveu em seu livro Darwin’s Enigma (O Enigma de Darwin): “A evidência cientifica indica que sempre que qualquer espécie básica de vida surgia na Terra; desde protozoários monocelulares até o homem, cada forma de vida era completa, e seus órgãos e estruturas, inteiramente funcionais. A conclusão inevitável a ser tirada desse fato é que havia algum tipo de inteligência antes de surgir a vida na terra”.
Depois de uma longa vida de pesquisas e trabalhos científicos bem-sucedidos, o astrônomo Allan Sandage declarou: “Foi o estudo da ciência que me fez chegar à conclusão de que o mundo é muito mais complexo do que a própria ciência pode explicar. É somente por meio do sobrenatural que consigo entender o mistério de tudo que existe”.
O biólogo americano Francis Collins é um dos cientistas mais notáveis da atualidade. Diretor do Projeto Genoma, foi um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano, em 2001. Autor do livro de grande sucesso internacional “A Linguagem de Deus”. Nas 300 páginas da obra, o renomado cientista conta como deixou de ser ateu para se tornar um fervoroso cristão.
Afirma Collins: “As sociedades precisam da ciência como da religião. Elas não são incompatíveis, mas complementares”. Afirma mais: “O ateísmo é a mais irracional das escolhas” (1).
2º O diabo não existe. Dentro dessa mentira, contém a negação do pecado, do inferno e da condenação.
O poeta francês e autor da obra: As flores do Mal, Charles Pirre Baldelaire escreveu: “A maior astúcia do diabo é convencer-nos de que ele não existe”.
Afirmação semelhante é do erudito cardeal e arcebispo de Milão Dom Dionigi Tettamanzi: “Não te esqueças de que o diabo existe, ‘porque sua primeira postura’ é fazer-nos crer que ele não existe”.
O filósofo existencialista francês Jean Paul Sartre (1905-1980) disse: “Tudo é absurdo, nada tem sentido. O inferno, são os outros”.
O diabo tem incutido na mente do homem pensamentos de descrenças de si mesmo e do transcendental. O sentido da vida e do espiritual é um trabalho que o homem se completa na sua dimensão holística, porém mentes inspiradas pelo diabo, trabalham fortemente contra o abissal do espírito.
Mentes racionalistas e materialistas penetram até na teologia para minar a fé dos cristãos.
O diabo é tão astuto que não basta só usar as correntes filosóficas, mas também as teológicas para negar, ou matar a sua existência, como à de Deus.
O teólogo protestante americano William Hamilton afirma, enfaticamente: “Deus está ausente. O homem perdeu-o irreparavelmente, ou melhor, Deus está realmente morto”.
No seu livro Holy Hatred: Religious Conflicts of the 90’s (Santo Ódio: Conflitos Religiosos dos Anos 90), o autor James A. Haught faz a seguinte observação chocante: “Uma grande ironia dos anos 90 é que a religião - que deveria ser uma fonte de bondade e preocupação humanitária - tomou a dianteira como o principal fator que contribui para o ódio, a guerra e o terrorismo”.
Não, Deus não está morto e o diabo está muito vivo e atuante no mundo (Jó 2,1-10; Jo 12,31; 2 Cor 4,4; 1 Jo 5,19) usando teólogos, lideres em todo seguimento social, intelectuais e a religião para lutarem contra Deus, a sua Igreja, a Bíblia e a destruição do ser humano.
O diabo sabe da sua condenação para o inferno junto com seus anjos, todavia, a sua revolta contra Deus é vingativa em cima de toda obra criada por Deus (Mt 25,41; Ap 20,10).
A sua missão é enganar o mundo inteiro e levar o ser humano à perdição (Mt 4,8.9; Ap 12,9).
Como posso ter Deus ao meu lado para ficar livre das armadilhas do diabo? Quem responde é o grande teólogo e Doutor da Igreja Santo Agostinho: “É muito simples: põe-te do lado de Deus”. Diz mais: “Deus é mais profundo no homem do que o mais íntimo do próprio homem”.
3º Tudo é matéria. Tudo acaba com a morte. Nada existe além túmulo.
O famoso poeta latino e pensador epicurismo Horácio (65-
O poeta que dizer que o mais importante da vida é gozar o prazer sem se preocupar com a morte.
Os antigos filósofos gregos Sócrates e Platão afirmavam que deve haver algo inerentemente imortal dentro do ser humano - uma alma que sobrevive à morte e nunca morre realmente.
Em Eclesiastes 12,7 está escrito: “E o pó volte a terra, como era, e o espírito volte a Deus, que o deu”.
É desde o princípio que a ideologia diabólica trabalha contra a verdade divina (Jo 8,44). De um lado filósofos materialistas, do outro lado, filósofos transcendentais e no centro a verdade da Revelação Divina.
O que é o materialismo? É um falso sistema filosófico que considera a matéria como a única realidade e todos os acontecimentos no mundo como o resultado da matéria
O materialismo dialético, histórico e econômico teve seus expoentes máximos em dois filósofos alemães: Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895). São os pais do comunismo.
O materialismo teórico aplicado à vida prática colocou grande número de países asiáticos e europeus sob a tirania de governos que negam a Deus, a alma, os valores espirituais e se esforçam por arrancá-los da consciência humana destruindo assim a fonte de luz que pode explicar o mistério do universo e o destino do homem.
A prática materialista é diametralmente contrária aos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
“Que proveito tem o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc 8,36).
“E direi à minha alma: Minha alma, tem uma quantidade de bens em reserva para muito anos; repousa, come, bebe, regala-te. Mas Deus lhe diz: “Insensato, nesta mesma noite ser-te-á reclamada a alma. E as coisas que acumulaste, de quem serão? Assim acontece aquele que ajunta tesouros para si mesmo, e não é rico para Deus (Lc 12,19-21).
Afirma o cientista Francis Collins: “A busca por Deus sempre esteve presente na história e foi necessária para o progresso. Civilizações que tentaram suprimir a fé e justificar a vida exclusivamente por meio da ciência como, recentemente, a União Soviética de Stalin e a China de Mao - falharam”.
MENTIRAS DERROTADAS
Através da história, o ser humano tem sofrido dor, revolta e angústia, resultantes da guerra, crueldade, crime, ódio, injustiça, traição, pobreza, doença e perda do ente querido. Só no século XX, as guerras mataram mais de cem milhões de pessoas. Outras centenas de milhões sofreram ferimentos ou perderam seu lares e seus bens.
“Nos seus piores momentos, esse foi o século de Satanás. Em nenhuma época anterior as pessoas demonstraram tanta aptidão e vontade de matar milhões de outros por motivos de raça, religião ou classe social”.
O 50º aniversário da libertação de vítimas inocentes dos campos de extermínio nazista foi o motivo do comentário acima num editorial no jornal The New York Times, de 26 de Janeiro de 1995. O Holocausto - um dos genocídios mais amplamente conhecidos da História - eliminou mais de seis milhões de judeus. Quase três milhões de poloneses que não eram judeus pereceram no que é chamado de “Holocausto Esquecido”.
O sargento Laurem Nash, da III Divisão do Exército americano, disse o seguinte no dia da libertação do campo de concentração de Buchenwald: “Parecia um abatedouro de animais, não fossem todos humanos ali dentro”. (2).
O filósofo alemão Fridrich Nietzsche (1844-1900). Depois de haver proclamado a morte de Deus no século XIX, profetizou que o século XX seria um século de guerras.
“A guerra é uma das constantes da História”, escreveram os renomados historiadores americanos Will e Ariel Durant, “e não tem diminuído, apesar da civilização e da democracia”.
Algumas pessoas ficam tristes e revoltadas e acham que, se existe Deus, ele não se importa conosco. Ou até mesmo acham que Deus não existe. Mas é justamente isso que o diabo quer.
Ele está por detrás de toda monstruosidade, atrocidade, desgraças, misérias, violências e desesperança. Escreve São Paulo Apóstolo: “Não deis lugar ao diabo” (Ef 4,27). Ora, o homem dando espaço na sua vida ao diabo, torna-se uma máquina destruidora para si e para sociedade.
Disse Jesus: “O diabo foi homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade” (Jo 8,44). Aqui está todo fundamento da sua missão e sua pretensão é fazer de todos os seus discípulos via as três mentiras. Estas são as mais poderosas ferramentas ideológicas do diabo para destruir a fé, o amor e a verdade divina nos corações das pessoas.
Inspirados pelo diabo, o relativismo, o racionalismo, o materialismo e o ateísmo ensinam que Deus é uma criação da imaginação humana e o diabo é uma criação mitológica da religião que serve para amedrontar e alienar as pessoas.
Todo esse esquema ideológico satânico não convence bilhões e bilhões de seres humanos, por que?
Quem responde com categoria é o ilustre teólogo beneditino Dom Estevão Bettencourt: “O ser humano foi feito para a verdade. Traz em si a sede natural da verdade. Ora a natureza, sábia como é, não pode frustrar o homem. Não raro a pessoa humana pode errar, mas reconhecendo seus erros, vai-se aproximando da verdade, que lhe é dado atingir nos pontos essenciais à orientação de sua vida” (3).
Realmente, o homem tem dentro de si uma sede, que só o faz feliz e realizado, quando esta está conectada em Deus seu criador.
CONCLUSÃO
Não podemos e não devemos temer o sistema ideológico do império do diabo.
O príncipe das trevas (Jo 12,31; Cl 1,13) não vence jamais os filhos da luz (Ef 5,8 e 13; Tg 1,17.18).
Os demônios estremecem diante de Deus (Tg 2,19). E o bispo e Doutor da Igreja Santo Ambrósio de Milão diz: “Quem se entrega a Deus não teme ao demônio”.
Com Cristo e seu poder podemos resistir e vencer as insídias do diabo. Pois o nosso combate não é contra o sangue nem contra a carne, mas contra os Principados, contra as Autoridades, contra os Dominadores deste mundo de trevas, contra os Espíritos do Mal, que povoam as regiões celestiais. Por isso devemos vestir a armadura de Deus, para podermos resistir no dia mau e sairmos firmes de todo o combate (Ef 6,10-17).
A armadura de Deus é: a oração, o jejum, retiros espirituais, estudo da Palavra de Deus, estudo do Catecismo, estudos teológicos e a prática freqüente a Santíssima Eucaristia.
Para reforçar mais a nossa armadura, a poderosa oração do Patriarca São Bento:
A Cruz Sagrada seja a minha luz!
Não seja o dragão o meu guia,
Retira-te Satanás,
Nunca me aconselhes coisas vãs,
É mal que tu ofereces
Bebe tu mesmo o teu veneno
Amém.
Pe. Inácio Jose do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Professor de História da Igreja
Faculdade de Teologia de Volta Redonda
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Células troncos e o genocídio silencioso
Não se tem dúvida dos desafios concretos na área da saúde e do meio ambiente com esse sistema capitalista, neoliberal e consumista. É desumano contemplar tantas desigualdades sociais, o descaso na ética com relação aos valores da dignidade da pessoa e a manipulação das leis para se beneficiar interesses particulares ou de uma minoria. E o homem, a sua inviolável dignidade, independente das circunstâncias, fica como?
O mundo não tem como sustentar esse padrão de vida que aí está. O homem moderno começa a se cansar da dependência do consumismo e se vê com muitas doenças psíquicas e emocionais. Um padrão de vida desumano porque impõe um modelo de consumo para todos com os únicos objetivos de lucrarem. Nos países ricos quando se estar em depressão se diz: "Irei ao shopping comprar algo de diferente!" É este o "aparente remédio" para a cura das doenças emocionais ou mesmo uma fulga para driblar os sentimentos e o vazio interior.
Por outro lado vejo as dramáticas questões morais no mundo e, particularmente no Brasil, sendo manipuladas por interesses da minoria rica e, por que não dizer, dos interesses econômicos de alguns grupos. Depois, acusam as bases sólidas de defesa da vida desde a sua concepção até o seu declínio natural como "questões emocionais". Os que criticam a Igreja e defendem a manipulação das células-tronco embrionáras dizem que estão "defendendo a vida" e fazendo o "país progredir" na esperança de melhoria de vida para milhares de pessoas. A Igreja é a favor da manipulação das células-tronco adultas (do cordão umbilical ou da medula óssea), pois, em suas extrações não se estará matando vidas como acontece nas embrionárias. A vida começa no momento da concepção (fecundação: união dos gametas masculino e feminino).
Aquela célula vital é esvaziada no seu núcleo quando retirado a carga genética para - num processo posterior de "difusão celular" - poder chegar a construir órgãos para o processo regenerativo e terapêutico. Não se pode beneficiar algumas pessoas matando vidas inocentes, isto é um Princípio Absoluto milenar e não questão religiosa somente, muito menos emocionais. A Igreja não é contra a Ciência, mas a reconhece como dom de Deus concedida ao homem para a promoção da vida considerando sempre que os meios para essa promoção preciam estar dentro da ética, da consciência de que a vida tem uma dignidade superior em relação aos animais e vegetais. A vida não pode ser banalizada e não se pode justificar matar uns para fazer viver outros. Neste sentido a Igreja sempre incentivou a Ciência para que encontrem soluções dos males e doenças, na promoção de uma vida melhor, levando em conta sempre os parâmetros éticos e morais, como também os direitos religiosos assegurados pelas constituições e, além disso, pela própria lei natural da defesa incondicional do respeito e da inviolabilidade da dignidade humana.
Na verdade essas inocentes pessoas apontadas como destinatárias dos benefícios das pesquisas e até expostas pela mídia, são como que "cobaias" usadas para se provocar o emocional das pessoas menos instruídas e outras até "ignorantes no que diz respeito a um juízo com ciência de causa". Disse um médico sobre as manipulações de Células-tronco inviáveis: "O fato de terem liberado as pesquisas com células-trono embrionárias para fins terapêuticos não significa que já sabemos realizar isso, mas será um longo caminho". Por outro lado se pergunta: Quem terá acesso de fato a esses benefícios, os ricos ou os pobres?
No Brasil os interesses são manipulados e o pobre, que é a maioria da população brasileira, quando precisa de um atendimento do SUS é necessário esperar um "dias e até meses". Como andam os hospitais, as assistências ao que é básico da vida? Como explicar o descaso do Ministério da Saúde e das Secretarias de Saúde dos Municípios que enfrentam o flagelo da Dengue com total indiferença ou com ações econômicas insuficientes? Como explicar a não viabilidade do Governo Federal para a melhoria no processo de combate ao tráfico, AO FLAGELO DAS DROGAS, com esse maldito crack que está destruindo a vida dos nossos jovens e a harmonia nas Famíllias, e ainda à violência e à exclusão social?
No entanto, não são essas as questões pelas quais a Igreja justifica não ser constitucional a "Lei da Biossegurança", mas do princípio da Lei Natural, "da verdade científica e ética", e da moral cristã que tem como fundamento essencial o Evangelho de Cristo, por isso sustenta que os embriões congelados são vidas e que a retirada das células-tronco de suas constituições fará com que sejam destruídos.
Não se trata de ignorar a dor e o sofrimento de milhares de vidas que portam alguma doença que dependem do tratamento genético, mas é preciso que a comunidade científica encontre alternativas viáveis para tais tratamentos sem que seja através de "genocídio silencioso". A Igreja não pode se calar porque é sua missão proteger a vida, sua sacralidade e inviolabilidade em todas as fases e circunstâncias. Ela nunca pode considerar lícito o que não o é, porque não pode aceitar o que se opõe ao verdadeiro bem comum do homem.
A Igreja não tem medo da perseguição do mundo e das ideologias, e nem de ser tachada de "criadora de ilusões". É a Igreja "objeto de contradição" porque corresponde ao que foi o seu Fundador: O Verbo da Vida, o Senhor da Vida e o Salvador que derramou o seu sangue por todos, inclusive por estas que serão ceifadas, não mais nos horrores da guerra e nem nos campos de Concentração ou ainda na perseguição das ditaduras, mas numa nova forma de genocídio: os laboratórios. "Quem pretende permanecer nele, deve também andar na caminho em que ele, Jesus, andou" (I Jo 2,6). A vida é um dom de Deus, "contempla, pois, todas as obras do Altíssimo" (Sirac 33,15). "Seremos sempre filhos na vida do Deus vivo, Pai de todos os homens!". Assim seja!
por Antonio Marcos , Missionário na Comunidade de Vida Shalom ,
Comunidade Católica Shalom
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Centro de Evangelização Shalom

quarta-feira, 5 de novembro de 2008
"Espírito do fundador"
Para entendermos melhor como se forma a espiritualidade de um carisma, precisamos conhecer o que se chama de “espírito do fundador” e alguns aspectos essenciais utilizados por Deus ao longo do período de fundação (enquanto o fundador está em vida). São eles: o espírito do fundador, a inspiração fundante, a dimensão cristológica e evangélica, a dimensão eclesial e a dimensão de fecundidade. |
O “espírito do fundador” deve nortear, em conjunto com os outros aspectos, sua vivência e “jeito de ser e de viver o carisma dado pelo Espírito Santo”. Esta dimensão da sua vida permeia toda a sua existência, assim como o modo de conduzir a Obra.
O Autor de todas as graças teceu o Moysés com um coração de criança, mas alma de gigante, “violento” em suas decisões. Jamais o vimos com “meios termos”, “com sobes e desces” em suas decisões por Deus e pela salvação dos homens. Em todos esses anos aprendemos com ele que o amor vai além dos sentimentos, do esquecimento de si, que não esbarra nas limitações e fraquezas humanas. Em nome da evangelização nunca o vimos pensar pequeno, nunca o vimos medir esforços, não existem cálculos. Para Deus tudo! Para Jesus tudo! Milhares de vezes o vimos largar as amarras de sua vida sem conseguir ver o fim das suas cordas pela evangelização, especialmente dos jovens. Para a evangelização não existe freio, não existem rédeas, ao contrário, sempre nos ensinou que devemos abrir as velas de nossa vida ao vento e permitir que o Espírito Santo nos conduza às águas profundas do mar. Todas essas características de sua vida têm sua fonte no Carisma que Deus havia colocado no profundo do seu ser.
Sabemos que é capaz de tudo ofertar porque sempre foi convicto do que anuncia. Sua firmeza é uma rocha que em vários momentos de nossa vida podemos descansar. Seu amor pelo Evangelho é algo indescritível, faz-me lembrar aquela passagem do profeta Ezequiel: “Imprimirei minhas leis em teu coração”. O que o leva a tudo fazer para a vivência radical do Evangelho. Nunca nos enganou que o caminho de Jesus era um caminho fácil, mas um caminho estreito.
Em todos estes anos vimos também um homem que ora, mas não como todos. Único em seu relacionamento sempre intenso e apaixonado por Deus, submisso, mesmo nos momentos de contradições que a vida lhe proporcionava. Como único é o amor de Deus por cada um de nós. Aberto, de forma abandonada, aos dons do Espírito Santo e à ação de Deus.
Todas essas características de sua personalidade são frutos da obra do Espírito Santo em sua vida, em seu ser. Era desta forma que Deus, através de sua vida, nos dava também a mesma graça. Difícil para o próprio entendimento de quem muito ama e se sente impotente diante de um autêntico e profundo amor: Às vezes fico perguntando ao Senhor como irei passar este novo que Ele me deu para aqueles que o Senhor ajuntar. Como poderei transmitir tudo isto que o Senhor colocou em meu coração? Não pode ser na lei, pois a lei mata... Tem que ser de dentro para fora, tem que ser no amor, tem que transbordar (Escrito Obra Nova, 4 e 5).
Foi desta experiência que nasceu a Comunidade Católica Shalom, nasceu o Carisma Shalom. Um carisma autêntico realiza a sua obra no próprio ser de quem é chamado a vivê-lo. Portanto, é uma forma de viver, de ser, enfim, é a própria identidade da pessoa. E esta forma de viver, por sua vez, deve estar fundamentada no Evangelho do Senhor e impregnada pela novidade do Espírito Santo que nos é dado (Escrito No Coração da Obra em unidade com o Carisma, 5).
Interessante perceber que, paralelamente a essa ação do Espírito Santo na vida do Moysés, Deus também realizava uma obra no coração de nossa co-fundadora, Emmir Nogueira. Também o Carisma já a adornava com suas graças específicas. Podemos testemunhar a vivência de aspectos muito específicos do carisma Shalom, como a sua submissão à Igreja, sua grande capacidade de trabalho pelo Reino de Deus. Mulher apaixonada por Cristo e pela humanidade. Formava-nos a ser, com seus ensinamentos, mas principalmente com a sua vida, com o seu testemunho, como dizem nossos Escritos: soldados que conquistam os espaços perdidos para o pecado; como invasores dos meios seculares para transformá-los em meios de evangelização e assim conquistar novos espaços da sociedade para Jesus Cristo.
Nos primeiros anos da fundação da Comunidade, não se tinha noção clara do que Deus fazia e faria em nosso meio. O que mais se desejava era viver o Evangelho em sua radicalidade, ter uma vida de oração profunda no exercício dos carismas do Espírito Santo e evangelizar, estar a serviço do povo de Deus. As incompreensões exteriores eram muitas, mas todos eram muito unidos e convictos da vontade de Deus.
O que mais impulsionava os nossos corações era dar testemunho do que Deus realizava em nossa vida familiar, profissional, econômica, afetiva e eclesial, dentro de uma nova perspectiva de vocação leiga, aí chamada a testemunhar não individualmente, como acontece na maioria das vezes, mas comunitariamente, conduzindo os serviços seculares utilizados na Obra como meios para evangelização e segundo a mentalidade evangélica, quer dizer, vivendo uma renovação do apostolado da Igreja. Além disso, nos abríamos inteiramente a uma formação cristã no Espírito Santo, dedicando-nos à formação pessoal de filhos de Deus e à formação de comunidades cristãs, à formação e aprofundamento de lideranças, transbordando, das formas que o Senhor nos conduzia, tudo o que Ele tinha nos ensinado.
por Germana Perdigão -
Comunidade de Aliança Shalom
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Mobilização Bíblica, dez passos
1. Ter a Bíblia. Para a maioria do povo, a Bíblia é cara. A paróquia e a diocese podem fazer campanhas para o povo ter acesso à Palavra de Deus. Há casas onde não há Bíblia, noutras ela é um enfeite, aliás, bastante caro. Ter a Bíblia nas mãos é uma boa propaganda da Palavra. Para o povo simples e pobre a Bíblia é muito cara. Vamos popularizar a Bíblia com preço acessível ao povo.
2. Saber abrir a Bíblia. O mundo da Bíblia é complexo. Como aprendemos a abrir a TV, o celular, o computador, cada paróquia, pastoral e movimento deve ensinar as pessoas a abrir o Livro Sagrado. Não ignoremos as Escrituras. Basta de analfabetos bíblicos.
3. Saber interpretar. A Bíblia não é um livro fácil. É perigoso cada um fazer sua interpretação pessoal. Não podemos nos fixar ao pé da letra. Isso se chama fundamentalismo. Daí a necessidade de escolas bíblicas. Ouvir e compreender, ler e compreender, eis o que produz fruto.
4. Rezar com a Bíblia. É a Leitura Orante da Bíblia. Ler, meditar, rezar, contemplar. Esta é a porta de entrada para um entusiasmo bíblico e a conseqüente transformação da vida e da realidade. A meditação da Palavra deve ser diária e não menos de meia hora.
5. Estudar as Escrituras. São as escolas bíblicas, cursos, leituras para que a Palavra seja entendida e nunca falsificada. É perigoso ler a Bíblia sem saber interpretar, ler fora do contexto e desligados da Igreja.
6. Formar grupos bíblicos. Conhecemos os grupos bíblicos de reflexão, os círculos bíblicos e outros grupos que se alimentam da Palavra. Nestes grupos acontece o ensino bíblico e a vivência da mensagem. Vamos proliferar grupos bíblicos para que o povo sacie a fome da Palavra.
7. Bons microfones, bons leitores, e bons anunciadores. A Palavra deve ser bem ouvida para produzir o efeito esperado. Precisamos ter todo cuidado com o som, a proclamação e o anúncio da Palavra. Ela não pode cair por terra. A Palavra deve atrair, comover, converter. Haja o ministério que prepara os leitores porque onde se lê a Palavra, ali Deus está falando.
8. Dar primado à Palavra. A Bíblia deve vir antes do catecismo e de outros livros. Nossa catequese deve ser dada com a Bíblia. A Palavra é alma da missão, da liturgia, da teologia. Nada antepor à Palavra de Deus que é Jesus. O primado da Palavra irá realizar a primavera da Igreja porque dará gosto à celebração dos sacramentos e vigor à ação evangelizadora.
9. Ter ministros da celebração da Palavra bem preparados. A celebração da Palavra deve enfocar a Palavra, a homilia, a partilha bíblica. Não transformá-la numa “quase missa”. Os ministros da Palavra, os sacerdotes, religiosos e religiosas, leigos e leigas devem estar nas rádios, jornais, esquinas de rua, casas e templos, divulgando as Sagradas Escrituras. Chegou a hora do “mutirão bíblico”, de uma mobilização bíblica.
10. Transformar o catolicismo devocional e sacramentalizador em “catolicismo bíblico”. A V Conferência propõe uma “pastoral bíblica” Precisamos ir além desta proposta e vislumbrar um horizonte ainda maior que o catolicismo bíblico, porque a Palavra é criadora, eficaz, regeneradora. É hora de formar nos católico um “coração bíblico”, um apego e familiaridade com a Bíblia para que a Igreja renove suas forças missionárias. A Palavra de Deus, mais precisamente a Bíblia, deve estar na mão de cada criança, de cada jovem, de cada casal, cada cristão. Não podemos ser analfabetos bíblicos, nem tornar rotineira a Palavra viva, fecunda e eficaz. Só podemos ser discípulos com a Bíblia na mão, no coração e pés na missão. A Igreja será atraente e convincente a partir de uma renovação bíblica, eis que chegou a hora da mobilização bíblica nacional.
por ,
CNBB




